quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Nota Pessoal.


Antes de mais quero dizer 'Desculpa'. Desculpa porque não sei o que mais dizer.
Se calhar até é tudo minha imaginação, da minha cabeça idiota mas senti esta necessidade. Quero que saibas que não sei o que se passa e o porquê do afastamento. Não só teu mas de todas as pessoas que quero que leiam isto, só estou a escrever na segunda pessoa do singular porque me pareceu mais correcto ( não sei porquê ).
De repente está tudo a mudar, no outro dia dei por mim a auto-excluir-me porque achei que estava a mais. Contigo e todas estas outras pessoas nunca, nunca senti isso, só agora.
Mudei? Sinceramente, eu mudei contigo ou com quem quer que seja? Magoei alguém e não sei?
É que eu não sei, não dou por essas coisas, às vezes sei que digo coisas completamente desnecessárias e até que magoam mas é inconscientemente.
Desculpa, desculpem.

terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Off my shoulders.


Será que estou mesmo a ficar diferente? Não noto ter mudado a minha atitude, a minha maneira de estar ou a forma de ser quando me acompanho de outros mas a verdade é que cada vez mais vejo diferenças na maneira em como as pessoas estão comigo. Algumas quase nem me falam e se o fazem é para discutir.

É verdade, sou uma criatura 'difícil'. Sou teimosa e detesto quando me chateiam com coisas que não me interessam. Perco a atenção por o que quer que seja a qualquer momento e gosto de falar, por vezes de coisas completamente inuteis e até capazes de magoar. Admito tudo isto.

Mas continuo a mesma pessoa, acho eu, porque para alem destes defeitos todos admitidos por alguma razão as pessoas se dão comigo, acho que não mudei. Nada mesmo.

domingo, 12 de dezembro de 2010

Winter wilderness


Ai este tempo de Inverno. As árvores estremecem os seus ramos e folhas ao saber de uma brisa gelada que quase que congela tudo por onde passa. O céu, escuro e misterioso, esconde a sua felicidade e só a demonstra por certos momentos de maravilha onde as nuvens se afastam e deixam passar a perfeição da luz do sol que nos bate na cara e nos dá um sentimento de (re)conforto.
As ruas estão repletas de pequenas poças de água, da chuva que escorreu na noite anterior, estas parecem ser todas tão repletas de tudo e nada.
Eu? Eu estou sentada a contemplar tudo isto, todo este universo complexo e que para todos passa completamente indiferente, por temos simplesmente "mais do que fazer".
Aqui deixo a minha sugestão: Amanhã, quando sairem à rua parem. Parem e olhem em vosso redor, reparem na maneira em como tudo está em sintonia com tudo e depois porque não tentar levar essa "sintonia" convosco e para a vossa vida? Eu recomendo, vivamente.

sexta-feira, 12 de novembro de 2010

Love Letter.


Olá.
Não sei o que escrever, mas sei que o tenho de fazer. Talvez acredite que com esta carta me sinta por momentos diferente e que todos os problemas evaporem como pequenas gotinhas de água num parapeito de janela aquecido pelo sol.
És quase demais do que aquilo que consigo aguentar, consegues desgastar-me fisico e mentalmente, chegando ao ponto de me sentir completamente vencida por tudo e todos. Só quero pedir-te que desapareças, acho que assim me vou sentir melhor. No fundo sei que isso é mentira e é aí que reside o meu problema. Desapareces de todo? Fazemos como todos os outros e deixamo-nos de falar de vez? Não consigo. Ficas comigo? Fazemos como todos os outros e tentamos resolver as coisas "milhentas" vezes? Não consigo. E portanto é assim, nem sim nem não e portanto sobra o "na mesma". Continuamos na mesma, chateamo-nos na mesma, finges que vais mudar na mesma, eu acredito na mesma e continuamos na mesma...
És o único que ainda não tem a completa noção do que nós os dois somos, nimguém é como nós somos nem faz o que nós fazemos e eu muito sinceramente não ligo nenhuma tal como tu e ainda bem que é assim, acredito até que é por isso que somos os únicos a não nos importar com a maneira que nos entendemos.
Acho que vou ficar por aqui, perdi as forças para escrever o que quer que seja mais. Só te peço uma única coisa: Decide-te de vez, por favor.


Com todo o meu amor verdadeiro.

terça-feira, 9 de novembro de 2010

Assimetria do coração.


Memórias do passado
Relembradas num momento sossegado
Sussurros no ouvido
E apenas mais um arrepio muito mexido.

Oh aquele que é o objecto de desejo
Noites quentes de Verão
Abraços, sorrisos e o beijo
Perdidos na multidão

E quando tudo passar
Só restamos nós, as nossas almas e o mundo.

sexta-feira, 8 de outubro de 2010

Organismos da vida .

Escrevo aqui para agradeçer aqueles que às vezes me esqueço que não são parte de mim, que em tantos momentos parecem, que são verdadeiros seres humanos no verdadeiro sentido da palavra numa verdadeira forma de ser.
Aos tantos sonhos que me ajudaram e ajudam a manter por muito que queira desistir, por se preocuparem pelo meu final feliz, seja ele qual for, por insistirem na minha felicidade.
Este número finito de pequenos organismos pertencentes a minha vida-de que sem eles não seria a mesma-são as minhas "pessoas". Com as minhas pessoas eu vivo. Eu brinco, eu choro, eu caio e levanto-me, eu partilho e escondo, eu faço tudo, eu vivo, é a mais pura das verdades.
Meus pequenos animais dançantes que me brilham o olhar e me fazem ver um novo ponto de vista para todo o mundo todos os dias. Sem esta frenética toda era "imprópria para consumo", não saberia o que era a alegria. Poderia até ter uma vida, mas não estava a vivê-la. Com vocês sei que a vivo.

A vós, meus macaquinhos:


Obrigada.

quarta-feira, 8 de setembro de 2010

carinho e perdição .


Sabes que odeio a maneira como me fazes gostar de ti? Da maneira como fazes que pareça que tudo seja bom? Da maneira que tornas tudo, nem que seja por momentos, perfeito? Odeio .Odeio quando me abraças e odeio que consigas perceber tudo com um olhar. Ah, também odeio o facto de me fazeres sentir que já não nimguém sem ti e que nunca tinhas sido tão feliz desde que estás comigo. como eu te odeio meu pequeno bicho.
Também odeio quando me falas do futuro juntos e de que nunca me vais largar, quando temos aquelas conversas que ambos sabemos importantes e que estamos a falar a sério mas fingimos que é uma conversa como tantas outras banais. Odeio como me mimas tanto e de apesar de fazeres tantas "ameaças" nunca conseguires largar-me nem um minuto.
Odeio, simplesmente odeio.


PS: É favor trocar no texto acima qualquer forma do verbo odiar pela forma verbal respectiva do verbo amar : )

quarta-feira, 18 de agosto de 2010

Tempo


Ha uns dias atrás começei a pensar naquilo que em apenas um ano havia acontecido . Todas as pessoas, todos os lugares, todas as conversas e os silêncios. Todos os acontecimentos e desentendimentos e as criações e inicios e fins e ...
E percebi que não tinham fim.
Foi um ano de grandes mudanças e um ano que ficará marcado em mim por diversas razões.
Não sei se é de mim mas não parece que os anos passam cada vez mais depressa ? Não parece que o tempo corre demasiado depressa e que não é suficiente para tudo ? A mim parece. A cada ano que passa parece que o ano passa mais rápido, se é que isto faz sequer algum sentido. E depois penso em tudo o que quero fazer e começo a chegar a conclusão que está cada vez mais perto e chega cada vez mais depressa o futuro e a altura de o fazer. Só quero aproveitar o agora e portanto será que dá para pedir ao tempo para passar mais devagar ? Obrigada.